Sobre a pequenez da imensidão

Foto: weheartit.com

Sou concha
reclusa em
mim
Mas quem se
dispõe a ouvir
escuta o mar.

É preciso
silenciar pra
ter voz ou
pra dizer o
que realmente
habita o íntimo
em nós.

Não é qualquer
um que o faz
Em um mundo
de ruídos ouvir
o grito da paz.

Eu sou colcha
porque estou
coberta, não de
razão, mas da
imensidão mais
densa que lençol
Estou exposta
no varal ao sol.

Você dorme em
meu dorso e é
vão o meu esforço
em te manter desperto
você prefere o deleite
do sono.

Então eu te nano com
a minha voz que por ti
também é canção de ninar
à capela.

Capela em que rezo por ti
por nós e pela nossa fé peculiar
de alma.

 

Texto da leitora Suélen Emerick, 25 anos, de Brasília-DF, jornalista e autora do Solidão Coletiva.

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  1. Um privilégio imenso mostrar um pouquinho do meu trabalho por aqui. Blog lindo que eu amo (e amo a dona dele também) <3

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