Como nasce um escritor

Foto: weheartit.com

Ouça essa música enquanto lê, vai gostar.

“Um raio vem do nada e o eletriza com motivação. De repente, você se encontra cheio de entusiasmo, insuflado pelo impulso de fazer algo. Isso é inspiração! E uma vez que a inspiração bate, é difícil resistir. Quando isso acontecer, reserve um tempo e permita que o momento produza seu efeito fascinante. Seu entusiasmo vai procurar e encontrar oportunidades, abrindo um mundo de infinitas possibilidades”.

Trecho de “Conversando com as fadas”, Paulina Cassidy, Ed. Pensamento

Hoje é um dia especial para mim. E, talvez, até para você que está lendo esse texto agora. Dia 25 de julho é comemorado o Dia Nacional do (a) Escritor (a). Data esta criada em 1960, durante o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, na época presidida por João Peregrino Júnior e Jorge Amado.

Mas, o que tem a ver isso com o trecho descrito acima? Pois bem, vou explicar-lhe. Eu comprei esse livrinho durante o 11º Encontro Holístico Brasileiro, em Porto Alegre-RS, ao qual fui como jornalista pelo Instituto Curaah, onde trabalho como gestora de comunicação.

Esse livro me chamou a atenção porque sim, eu acredito em fadas. Você pode achar isso bem infantil para uma moça de quase 30 anos. Mas, a verdade é que o período da infância é justamente onde nossas mentes ainda estão em estado de pureza para perceber o sutil não visto na correria dos dias da vida adulta. Acredito em fadas como sendo energias presentes na natureza, que inspiram e promovem equilibro entre os seres vivos. Sempre que mentalizo esses seres, me sinto inspirada a escrever e a viver de forma criativa.

Acredito que todo (a) escritor (a) assim se tornou por meio da inspiração. Um belo dia, não importa em que fase da vida desse ser, ele pegou um caderno velho, ou abriu seu notebook, e escreveu. A partir daí todas as vezes que uma comichão viesse lhe “incomodar”, fazendo com que este sentisse uma necessidade quase insuportável de pegar uma caneta, ele escreveria no primeiro papel que aparecesse em suas vistas algumas ou muitas palavras, deixando que jorrasse em suas mãos o que residisse em seu peito. Assim é para mim como se nasce um (a) escritor (a).

Fazendo mais um apanhado do livro que vos falo, ele diz que: “A inspiração vem inteiramente de dentro e resulta da empolgação diante de uma tarefa ainda a ser realizada. {…} O caminho certo para encontrar a inspiração é evitar colocar pressão sobre si mesmo para encontrá-la. Se você estiver receptivo à inspiração, ela chegará naturalmente para você. {…} Não se pode prever com certeza onde e quando a inspiração fará uma visita. Mas, ao romper com o habitual e arriscar, um surto de inspiração pode ser encontrado em qualquer lugar, em qualquer momento e em qualquer coisa”.

Eu não sei ao certo quando me tornei de fato escritora. E, antes de prosseguir, venho alertar você ao seguinte fato: ser escritor (a) não é um privilégio apenas dos que podem publicar livros, ter blogs de sucesso e nem dos que escrevem com extrema excelência. Para mim, ser escritor (a) é simplesmente acreditar que o poder da inspiração e a magia da criatividade, um belo dia, resolveram usá-lo (a) como meio disseminador de ideias e sentimentos. E, nesse belo dia, você aceitou essa missão.

Lembro que na 3ª série eu já gostava de ler minhas redações na aula de Português. Escrevia muitas cartinhas para minha mãe e amigas. Na 5ª série venci um concurso de poesia sobre o Estudante. E, a partir dessas lembranças, percebo o quanto o ato de escrever esteve presente em minha vida até hoje. Quando era adolescente, escrevia em diários e em cadernos. Já fiz livros, revistas, poesias e fan fics de todos os tipos nesses cadernos hoje amarelados pelo tempo. Aos 18 anos vim morar no Rio de Janeiro e entrei na faculdade de jornalismo. Porquê? Simples: eu só sabia escrever mesmo.

Em 2011 comecei a publicar textos no antigo Blog Coisinhas, sem muita pretensão. Em 2014, passei na seleção de um blog querido, o 1 quarto de café, e então dei vida novamente a minha escrita, dessa vez de forma mais compromissada. Hoje, o Blog Coisinhas é este que vos falo. Hoje, olho para todo meu percurso, desde o momento perdido no tempo em que aceitei que a inspiração me usasse como instrumento até hoje, e me orgulho do quanto cresci por ter aceitado esse fato: sou escritora!

Então, nesse assim como em todos os dias da minha vida, e da sua que está lendo agora esse punhado de palavras que até podem parecer bem malucas para você, desejo que a beleza da criação me encontre em qualquer lugar que eu esteja. Que ela seja como um carteiro que conhece todos os lugares do mundo, e me encontre mesmo dentro de apartamentos em meio a cidades cinzas, ou no jardim da casa da minha mãe, para levar a correspondência mais importante que um (a) escritor (a) precisa receber: inspiração, criatividade e um pouco de magia. Porquê fadas existem, você e eu escrevemos e hoje é o nosso dia.

Parabéns e muito obrigada por estar aqui.

 

Foto: arquivo pessoal

Estarei constantemente usando os ensinamentos do livro “Conversando com as fadas”, de Paulina Cassidy, Ed. Pensamento em textos meus. Recomendo a leitura, de verdade!

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6 comentários Adicione o seu
  1. Achei que estava em conto de fadas quando estava lendo e ouvindo a musica…e estou achando que estava mesmo! Sei que fadas existem! Tem uma lá em casa! Ela é escritora e eu sua leitora encantada por sua magia, as palavras! Parabéns! Gratidão!

  2. Eu amei tanto esse texto que não tô conseguindo me conter. Estou apaixonada pelo livro e os trechos que postou, quero ele pra ontem. Você disse toda a verdade de como nasce um escritor, amiga. É um prazer imenso ter você no blog, além de colunista, uma grande e melhor amiga que levarei por toda vida. Eu te amo e te admiro demais. Feliz nosso dia <3 Que nunca te falte inspiração e que continue sempre rodeada de fadas. Porque eu também acredito.

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