Carta aos (des) conhecidos

Foto: weheartit.com

Caeté, 3 de julho de 2017

Caros familiares, amigos e leitores,

Preciso, urgentemente, externar meus sentimentos: Passo por um momento delicado, ponto final. Coloco esse ponto em destaque, pois preciso muito que entendam isso.

As coisas que eu gostava, já não gosto tanto assim, os lugares por onde eu andava, agora são, aos meus olhos, caminhos tortuosos e escuros. Entendem o que eu digo? Eu mudei; e não tenho certeza se isso foi bom.

Desgostei de muita coisa. Desgastei todas as minhas vontades. Nem o café tem o mesmo gosto de prazer. Eu desconheço a vocês, pois desconheço a mim mesma. Tudo parece fora do lugar. Tenho andado tão irritadiça, descontente, angustiada…

Não me restou muito, senão escrever. E escrevo. Escrevo a vocês, clamando por algo que nem mesma sei o que é. Peço que tenham comigo a paciência que não estou tendo com o mundo. Peço, também, que os abraços sejam mais apertados, os sorrisos mais largos e os ‘eu te amo’ mais sinceros.

É que o desamor e a falta de interesse do ser humano me corroem. Por último, peço desculpas pelos excessos no texto, tanto de vírgulas, quanto de informações. Entendo que às vezes a verdade choca mas, repito, eu não estou bem!

Com amor,
Stéfane Pyaar

Texto da leitora Stéfane Pyaar, Caeté – BH, autora de O mundo é dos poetas.

Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *