Medo: Ou ele te pega ou você vence ele

Foto: We Heart It

Texto da leitora e amiga Vivian Labanca, jornalista e secretária executiva, do Rio de Janeiro/ RJ, autora do blog Viva la Vivian | Instagram | Facebook

Boo! Como vencer o medo? Boa pergunta. Confesso que até hoje me pergunto sobre isso. (Risos). Então, cuidado porque você mesmo pode estar inconscientemente permitindo essa situação. Força, não aceite!

Traumas pós situações de doença grave, desemprego, conflitos amorosos, estresse na convivência familiar e no dia a dia de qualquer pessoa podem trazer o medo à tona. É aquela hora que ninguém pode te ajudar e você (‘Me, myself, myself and I”) é o único que vai conseguir superar. É aquele chatinho conflito interno, aqueles pensamentos negativos que nos bloqueiam. Acho que a dica é aquela clássica: “Erga a cabeça, peitos para fora, barriga para dentro e siga em frente!”

Tive AVC (Acidente Vascular Cerebral), do tipo hemorrágico, aos 30 anos. Quando acordei do coma induzido, no hospital, não sabia se chorava de alegria por estar viva ou de tristeza, porque a mente estava ativa, mas os movimentos do corpo não respondiam. Reaprendi a respirar sem sonda, a mastigar, a falar com ritmo, a abotoar roupas, digitar, etc. Com muita fé e força de vontade para fazer os repetidos exercícios fui melhorando.

E para largar a dependência da bengala? Precisei ouvir do bispo da igreja que frequento a seguinte frase: “Só depende de você! ” Logo ele que pensei que ia falar confia em Deus e tal, me incentivou a vencer o medo. Percebeu? Não era apenas o fato de conviver/superar as sequelas do derrame cerebral, mas ia além de tudo isso: havia o medo.

Medo de rirem ao andar cambaleando nas ruas, medo de atravessar no tempo do sinal com o equilíbrio do eixo do corpo prejudicado, de desviar dos passantes apressadinhos pela exigente e acelerada vida do dia a dia. Vixe, medo, medo e medo. Como venci isso? Dizendo para mim mesma aquela frase: “Só depende de você!” Escondi tão bem a bengala que ela caiu atrás do armário. Juro! Aí, fui para a rua sem ela me tremendo. As pessoas ao redor não entendiam nada, pois eu andava como se tivesse embriagada, mas não. Não bebo nada. Era a matemática dificuldade motora mais equilíbrio igual ao medo.

Outros casos também podem ilustrar esse sentimento. Uma vez vi uma pessoa pública desabafar e dizer o quanto foi difícil vencer o tal conflito interno ao subir ao palco e fazer show para milhares de fãs. Outro exemplo foi quando perguntei à uma moça o que ela tinha feito para conseguir gravar um vídeo de dança numa rua movimentada. Ela disse que fez de conta que estava sozinha mesmo com muita gente ao redor, pois se tivesse dado atenção ao medo e reparado nas pessoas em volta, não conseguiria o foco para acertar os passos com confiança e naturalidade.

É isso, pessoal! Espero que tenham gostado e ajudado alguém. Abaixo segue uma música infantil que reflete essa batalha a ser vencida sempre.

Trecho da música infantil ‘Não tenho medo de nada’, Lorena Queiroz.

“Se a Cuca quiser nos pegar,
Moca no cocoruco da Cuca

Curupira, cacareja

Corajoso sou, pare e veja…

OOoOOooOoO Boi da cara preta,
Escute uma parada,
Também faço careta,

Não tenho medo de nada!”

 

Outra coisa: Seja você! ‘Be yourself‘! Não tenha medo de mostrar quem você é e junto com isso seu jeitinho de ser. Tenha orgulho de si próprio e lembre do conselho no filme da Cinderella (2015):

“Tenha coragem e seja gentil!”

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