Ser simples é extraordinário

No próximo dia 7 chega às telonas a versão cinematográfica do best-seller “Extraordinário”. YAAAY! E o trailler já fez muitos fãs da história encherem os olhos d’água. No meu caso, chorei litros mesmo! O elenco reúne atores renomados como Julia Roberts e  Owen Wilson que fazem Isabel e Nate Pullman, os amorosos pais de August. Um menino diferente não por escolha, mas porque o veem dessa forma devido as sequelas de sua anomalia que estão na cara – literalmente. Na trama, o protagonista é interpretado por Jacob Tremblay que tem se destacado bastante em sua carreira – apesar de curta. O ator mirim já fez longas reconhecidos como “O Quarto de Jack” (2015). Sim, é ele mesmo por atrás dessa caracterização que o deixou irreconhecível!

Pra amenizar a ansiedade enquanto a produção não chega aos cinemas do Brasil, vamos falar um pouco do livro que encantou milhões de pessoas? O “Extraordinário” traz, contraditoriamente ao nome do livro, uma lição que deveria ser simples: ser mais gentil que o necessário e não julgar as pessoas pela aparência. Provavelmente você já leu frases do livro por aí, como: “Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha sempre ser gentil”.
Imagem: Divulgação livro Extraordinário

São temas clichês, mas a abordagem da R.J. Palácio sobre eles é muito sensível, leve e divertida. Ao ler o  “Extraordinário” é totalmente possível que você dê gargalhadas e derrame uma porção de lágrimas com a diferença de apenas algumas páginas. O próprio Auggie – como é carinhosamente chamado praticamente o tempo todo -, é muito engraçado. Ele tinha todos os elementos necessários pra ser um personagem vitimista, mas não. O pequeno fã da saga “Star Wars” faz graça de si mesmo e sonha em ser visto com um menino comum – assim como a sua cachorrinha Daisy o vê. É muito lindo todas as narrações que ele traz a cadela de estimação da família. São trechos emocionantes que nos lembram o quanto os animais podem ser mais generosos, muito mais companheiros e menos cruéis que os seres humanos. Como pra eles é tudo mais simples, e nos enxergam como somos por dentro.

 A leitura é tão envolvente e apaixonante que ao chegar na última página bate a saudade do Auggie, da Via, da família que é um amor, e da turma toda. Chega a apertar o peito! Tanto é que a R.J. Palácio lançou já vários outros livros derivados da mesma história. Como o “Auggie e eu – Três histórias extraordinárias” que segue a linha de raciocínio do “Extraordinário” em que os mesmos fatos são contados por personagens diferentes. Nesse livro, aparece a versão do Julian, o pequeno vilão da história e outros personagens que não ganharam destaque em “Extraordinário” primeiramente. Gosto muito do estilo de narrativa da autora, que nos permite ver a mesma história por vários ângulos e mostra que sempre há outra versão dos fatos. Assim como é na vida. O livro nos ensina, entre tantas outras coisas, a exercer nossa tolerância e amor ao próximo.
Vale a pena ler, reler, ir ao cinema, recomendar a um amigo, presentear alguém. Extraordinário é uma história atemporal e abrange qualquer faixa etária. É uma narrativa capaz de despertar a sensibilidade até em pessoas improváveis.

“A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram o fôlego”. E o Extraordinário, foi, sem dúvidas, uma história que me tirou o fôlego e marcou minha vida.

 

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