No meu céu os navios podem voar

Eu já sonhei que navios voavam. Procurei no dia seguinte a explicação para esse tipo de sonho e não me recordo se achei algo que fazia sentido pra mim.

Mas porque diabos a gente sempre quer dar sentido as coisas, afinal?

Às vezes, sei lá, só de vez em quando, seria bom se a gente pudesse aceitar o fato de navios voarem ou coisas do tipo. Deixar as coisas fazerem sentido ao seu modo.

Lembro que meu processo criativo aos 15 era maravilhoso. Leve, livre, alegre e divertido. Eu simplesmente sentava na minha escrivaninha e escrevia um poema sobre amor ou um livro sobre adolescentes na época da escola. Sim, escrevi dois livros nesse período da juventude. Nada que queira publicar atualmente, mas foram dois livros inteiros escritos sem pudor, freios e amarras. Mas aí…

Mas aí eu cresci. E comecei a tentar explicar a mim mesma e ao mundo porque navios não devem voar ou qual sentido faz sentar na cama e escrever qualquer coisa sem um objetivo claro e conciso. Foi aí que minha criatividade, ofendida, disse: – Ah é? Pois bem então. Agora seu trabalho será árduo mocinha.

Talvez você não tenha como hobbie ou profissão a escrita. Mas, se parar para analisar sua vida, será que você não anda se prendendo a formas de fazer, modos de pensar e jeitos de agir que se encaixem em alguma lógica? Será que, com isso, sua vida não tem se tornado apenas mecânica, enfadonha e sem magia?

Não precisamos ser criança para acreditar em fadas, duendes e inspiração. A vida é sua! Seja sua própria fada madrinha, ou seu duende da sorte! Deixe fluir em você sua essência e enxergue navios a voar pelo céu azul.

Ninguém precisa se meter na forma como você vê o mundo e interage com ele. Já dizia o sábio Chapeleiro Maluco, em Alice no País das Maravilhas, sobre pessoas malucas que: – As melhores pessoas são!

Agora, se me der licença, preciso agarrar a cauda do próximo cometa que vai passar na minha varanda às seis e ir ao encontro de estrelas que cantam sonetos para o luar. Foi bom falar com você. E espero ter te ajudado a entender que a vida é mais do que seus olhos teimosos te fazem ver. Até mais!

 

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