Diversas formas de amar

Texto da leitora Palloma Correia, de São Paulo, estudante de Direito, autora do Baú de Sonhos Perdidos.

“Não se apaixone por mim” foi a última frase que ele me disse, depois que me encantou. Mas cara, eu sou tão intensa, que me entreguei de primeira. Mesmo sabendo que você era todo errado, eu quis ser seu acerto. Não sou essas meninas “fiquei, por fiquei”, mas sim, “amor, por amor”. Deixei você ir, pois sabia que uma hora ou outra voltaria.

Andando distraída, me esbarrei, e quando olhei, era você. Todo embriagado, dizendo que me amava, mas sabia que era mentira, pois me lembro de sua última frase: “Não se apaixone por mim”. Eu queria ser seu acerto, mas não vi que você era meu erro. Decidi seguir meu caminho sozinha, peguei o ônibus, um livro e fui para a faculdade. Observando as pessoas ao meu redor, vejo dois casais que me chamaram muita atenção.

O primeiro casal brigava muito, principalmente o homem, que começou a gritar com a moça dentro do ônibus por ciúmes dela, dizendo o que ela devia ou não devia fazer, pensei até que ele ia bater nela, pois ele estava tão nervoso que até deu medo. O segundo casal, o homem ficava o tempo todo no celular, enquanto a moça contava o que aconteceu no dia a dia, e esperando ele dizer algo, se cansou e calou-se.

Observando os casais, eu cheguei a uma conclusão: como algumas mulheres ou até homens, se submetem a aguentar várias coisas por medo de ficar sozinhos? E talvez, comigo aconteceria da mesma forma, se eu não tivesse esbarrado com ele. Às vezes é bom prestigiar a companhia da solidão e do amor próprio, mostrando que a vida pode ser boa também sozinho. A felicidade deriva da solidão e do amor próprio, pois para ser feliz precisamos aprender sozinhos e nos amando, para depois, mais tarde, compartilharmos nossa presença e amor com alguém. Aprendi vendo essas pessoas compartilhando uma tal felicidade que não existe por medo de estarem sozinhos. O que eu quero agora é ficar sozinha, não por ter medo do amor, mas para aprender a amar de verdade.

 

Gostou do texto? Então deixe o seu comentário! 🙂

Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *